Ontem à noite passei o serão a ver a primeira semifinal da nossa Eurovisão com a minha família. Há anos que isso não acontecia pois, como já disse num post anterior, o interesse pela Eurovisão esmureceu aqui em Portugal, e só foi reanimado com a vitória do Salvador – e isso reflectiu-se também cá em casa. Eu era a única que tinha algum interesse mas, ainda assim, só assistia à final. Felizmente, este ano consegui despertar interesse suficiente para que os meus familiares se juntassem a mim e à febre da Eurovisão, para acompanharmos tudo.

Após a votação do público, são já conhecidos os dez concorrentes que passam à final, que será este sábado, dia 12. São eles:

  • Áustria – Nobody But You · Cesár Sampson
  • Estónia – La Forza · Elina Nechayeva
  • Chipre – Fuego · Eleni Foureira
  • Lituânia – When We’re Old · Ieva Zasimauskaitė
  • Israel – TOY · Netta
  • República Checa – Lie To Me · Mikolas Josef
  • Bulgária – Bones · EQUINOX
  • Albânia – Mall · Eugent Bushpepa
  • Finlândia – Monsters · Saara Aalto
  • Irlanda – Together · Ryan O’Shaughnessy

Houve uma coisa que me chamou a atenção durante toda a emissão: todos os concorrentes foram visitar diferentes locais em Portugal. É de mim ou, normalmente, aqueles clips que serviam como uma apresentação do artista eram filmados no país do próprio? Será que estou a fazer confusão e era sempre filmado no país anfitrião?

Bem, de qualquer maneira, acho uma óptima forma de promover o que temos de melhor às pessoas de outros países, e penso que este pequeno pormenor trará lucro ao país no futuro!
Eu adorei o espectáculo e as performances – apesar de ter muito daquilo a que o Salvador chamou de ‘fogo-de-artifício’. Também é giro de se ver, mas às vezes é demais e quase parece um disfarce para a voz não tão boa do intérprete. Só cerca de metade das minhas canções preferidas foram interpretadas nesta semifinal, por isso estou muito empolgada para a segunda semifinal – quero muito ver as actuações de Espanha, da Dinamarca e da Alemanha! 😍

Quanto às apresentadoras, acho que fizeram um óptimo trabalho. Sei que serão atacadas pelos seus sotaques, mas o inglês não é a nossa língua nativa, porra! Aliás, estranho seria se tivessem todas sotaques óptimos e genéricos! E digo-vos já que a Catarina deu show com o seu sotaque tocado a Castelhano – toda ela uma Sofia Vergara da Ibéria 😄
Quanto aos momentos de ‘humor’ algo falhados, é preciso ver que elas não fizeram piadas de forma espontânea, estava tudo programado. Pelo que disseram numa entrevista, tinham um guião, e não tinham teleponto, o que só acrescenta ao stress que é apresentar a Eurovisão.

 

MAIOR SURPRESA


A actuação que mais me surpreendeu (pela positiva) foi, sem dúvida, a da Lituânia! Já tinha ouvido todas as canções, e partilhado convosco as minhas preferidas, mas esta não se tinha destacado. Não dava nada pela canção, na verdade. No entanto, fui conquistada pela intérprete nesta semifinal, e fiquei muito contente quando passou. Realmente, mereceu.
A voz de Ieva, o seu vestido, os hologramas, tudo muito bonito e com uma grande carga emocional!

MELHOR ACTUAÇÃO


Apesar de haver várias actuações que se destacaram pela sua qualidade, tenho de admitir que a actuação da Estónia me arrebatou. Elina tem um vozeirão!! É bom ver cantores líricos com protagonismo numa competição como a Eurovisão. Aliás, achei que tínhamos uma selecção variada de géneros musicais, que é exactamente o que se pretende num evento multicultural e internacional.

 

DEVIA TER PASSADO


Fiquei muito triste por a Grécia não ter sido qualificada para a final. Acho a canção linda, e a performance foi maravilhosa. Ah, já para não falar no facto de ser cantada em grego – a maioria é cantada em inglês, como já devem ter reparado. Por mim, trocava-se a Finlândia pela canção grega!

Bem, é este o meu resumo da primeira semifinal da Eurovisão. Na quinta-feira há mais!
Até à próxima!